quarta-feira, 20 de julho de 2011

MANCHETES SOCIOAMBIENTAIS: Resumo de noticias selecionadas entre os principais jornais diários e revistas semanais, além de informações e análises





 AMAZÔNIA

Há quatrilhões sob a Amazônia Sob a floresta amazônica, está escondida uma riqueza que passa da casa dos quatrilhões de dólares. Só a reserva de água subterrânea é calculada em US$ 1,9 quatrilhões. A Amazônia tem reservas de petróleo, ferro, alumínio e manganês que valem, juntas, US$ 12 trilhões. E suas árvores possuem uma capacidade de sequestrar carbono estimada em US$ 379 bilhões. Isso tudo, se a floresta permanecer de pé. É o que aponta um estudo inédito do coordenador de sustentabilidade ambiental do Ipea, José Aroudo Mota ao qual o Razão Socialteve acesso com exclusividade. Os dados seguirão para a presidente Dilma Rousseff, que poderá usá-los para negociações internacionais sobre o valor da biodiversidade brasileira. O estudo, que recebeu o nome de "Valoração dos Serviços Ecossistêmicos", será disponibilizado pelo Ipea somente em setembro -O Globo, 19/7, Razão Social, p.6.

Plano de Ocupação da Fronteira
Os ministros Nelson Jobim (Defesa) e José Eduardo Cardozo (Justiça) querem criar um plano de ocupação nas fronteiras norte e noroeste do país. As populações que já vivem nessa faixa receberão recursos para continuar lá. Os que se dispuserem a habitar aquela área receberão incentivos do governo para se fixarem na terra. O objetivo é ocupar as fronteiras e torná-las menos permeáveis às atividades ilegais. As ministras Tereza Campello (Desenvolvimento Social) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) foram chamadas à reunião de quarta-feira no gabinete do vice-presidente Michel Temer. O Meio Ambiente irá estudar em que condições a população será transferida para essas regiões, onde há áreas de preservação. E o Desenvolvimento Social, criará o plano de incentivo financeiro. O objetivo é povoar os 150 km2, a partir do marco fronteiriço - O Globo, 17/7, Panorama Político, p.2.

Ideia fronteiriça
"Está de volta a ideia de um grande plano para ocupação populacional da fronteira norte. As aglomerações sempre serviram melhor às atividades ilegais do que as zonas pouco ou não habitadas. Oferecem ao contrabando mais mão de obra, meios de transporte, infraestrutura que facilita a ação, como vias vicinais e intermunicipais sem repressão. Um caso exemplar: Foz do Iguaçu. O plano que vinha em desenvolvimento, de núcleos militares e policiais com áreas sob vigilância permanente, faz sentido. A floresta e a falta de ocupação humana facilitam a percepção do transporte ilegal, com movimentos onde não deviam ocorrer, e indicativos de anormalidade. A ideia de ocupação de fronteira tão extensa poderia resultar, no máximo, na criação de núcleos. Com intervalos que se prestariam ao que hoje é e continuará sendo floresta", artigo de Janio de Freitas - FSP, 19/7, Poder, p.A8.


MINERAÇÃO

'Empresas não precisam esconder o que fazem'
O Fórum Amazônia Sustentável de novembro do ano passado pôs lado a lado, na mesa de discussão, a liderança comunitária de Barcarena e o empresariado. A questão envolvia impactos ambientais que mineradoras estavam causando e a falta de diálogo entre as empresas e as pessoas que moram ali. Representando o Ibram estava o consultor Rolf Fuchs. Em entrevista, Fuchs discute a difícil equação: recursos naturais cada vez mais distantes e em territórios onde estão comunidades pobres, carentes da presença do estado versus poder do capital corporativo, que acaba ganhando uma imagem de salvador da pátria diante de tanta carência. "Ninguém pode dizer que a convivência entre atividade produtiva e seres humanos é impossível. Então, o melhor a fazer é tentar que seja boa para todo mundo", diz - O Globo, 19/7, Razão Social, p.4 e 5.

Ameaça a obras históricas
"Um caso exemplar é o de Congonhas (MG), onde se localiza o conjunto barroco do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, declarado patrimônio da humanidade pela Unesco. A CSN vem explorando a mina de Casa de Pedra. A empresa planeja agora uma expansão que exigiria a escavação da montanha que fica diante da cidade, tornando ainda mais graves os problemas ambientais. A exploração de minério a céu aberto pode pôr abaixo o morro, comprometendo também o fornecimento de água ao município. Ninguém contesta os benefícios que a mineração pode trazer para a economia local. Há necessidade de melhor comunicação por parte da CSN. Mas não só isso. É essencial um planejamento das empresas, prefeituras e órgãos dos governos estadual e federal para reduzir ao mínimo os riscos ambientais. E é preciso preservar um patrimônio cultural que não tem preço", editorial - OESP, 19/7, Notas e Informações, p.A3.


GERAL

Novo método mede redução de emissões em florestas
O Brasil desenvolveu, em parceria com o Banco Mundial, uma metodologia para quantificar a redução de emissões de gases de efeito estufa em projetos de combate ao desmatamento e degradação florestal - REDD. Fruto de uma parceria entre o Banco Mundial e a Fundação Amazonas Sustentável, o método foi aprovado pelo sistema de comércio voluntário de créditos de carbono. Na prática, comunidades que preservarem regiões de florestas poderão ser remuneradas. A metodologia permite que seja calculadas as emissões tanto de grandes áreas quanto de "mosaicos", pequenas áreas florestais. "A metodologia gerará um arranjo para recompensar atividades que reduzam o desmatamento, contribuindo para o bem-estar de comunidades", diz Ellysar Baroudy, diretora do Banco Mundial - OESP, 19/7, Vida, p.A16.

Poluentes orgânicos causam problemas neurológicos
Níveis elevados de poluentes orgânicos persistentes (POPs) na placenta estão associados ao nascimento de crianças com problemas neurológicos graves. É o que mostra um estudo divulgado ontem pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Os POPs incluem certos pesticidas, além de gases eliminados por incineradores industriais e de resíduos. Já existiam evidências que mostravam a associação dos POPs com defeitos no desenvolvimento fetal de animais. Faltava comprovar que seres humanos também são susceptíveis a danos neurológicos graves. Os pesquisadores chineses ficaram espantados com a presença do inseticida DDT na placenta de algumas mulheres grávidas. O produto foi banido da China em 1983. Para os autores do estudo, a presença da substância demonstra como é difícil eliminar os POPs do ambiente - OESP, 19/7, Vida, p.A15.

Fonte: http://www.socioambiental.org



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