quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Voces de America Latina contra el desierto verde


Territorio en Disputa

La Economía Verde vs. la economía de las comunidades. Una historia de las comunidades de la Mata ATlántica en el sureste de Brasil. Producida por el Movimiento Mundial por los Bosques Tropicales -- Noviembre 2012 
 Entrevistas: Winnie Overbeck 
 Cámara y edición: Flavio Pazos 
 La producción de este video fue posible gracias al apoyo de la Fundación Siemenpuu.

Bosques. Mucho más que una gran cantidad de árboles

Este video recoge testimonios acerca de lo que el bosque significa para los pueblos que viven con él. Para esas comunidades, un bosque es mucho más que simplemente una gran cantidad de árboles. Pero siguiendo la definición de "bosque" que da la FAO, gobiernos y corporaciones están remplazando bosques con monocultivos de árboles a gran escala, destruyendo no solo los bosques sino los modos de vida de de las comunidades que lo habitan.

II Jornada de Agroecologia da Bahia

Os movimentos, povos, comunidades e instituições que participam da Teia Agroecológica dos Povos da Cabruca e da Mata Atlântica realizam a II Jornada de Agroecologia da Bahia de 11 a 15 de dezembro de 2013, no Assentamento Terra Vista, Arataca-Bahia. 

Mais informações: e-mail jornadadeagroecologiadabahia@gmail.com ou pelo telefone (73) 9819 0706.
video
Trecho da Teia de Agroecologia no Assentamento Terra Vista em Arataca - BA, nos dias 19 e 20 de Outubro de 2013 Com a participação dos nossos Irmãos Indígenas, Quilombolas, Sem Terra e vários outros Parceiros...

Todas as Fotos, vídeos e Edições foram feitas Pela Brigada de Audiovisual dos Povos.

Todas as Edições foram feias no Cinelerra.

Viva o software Livre, Viva a Liberdade de escolha e pensamento!!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Serra Grande realiza Festival Conduru com o tema: Conectando sociedade e natureza - 30 de outubro a 02 de novembro/2011


Associação de Juízes para Democracia e coletivo de entidades populares do Sul da Bahia estiveram na comunidade Indígena Tupinambá da Serra do Padeiro em Buerarema/BA

No ultimo sábado (26/10/2013), cerca de 50 pessoas representantes de diversas Instituições regionais estaduais e nacionais estiveram na Aldeia Serra do Padeiro, do povo Tupinambá de Olivença. A visita teve o caráter de prestar solidariedade e tomar conhecimento da luta deste povo. 

Na oportunidade o cacique Rosivaldo Ferreira relatou a luta de seu povo para os presentes e todo o processo de criminalização que vem sofrendo a comunidade Tupinambá. Desde os ataques psicológicos até os mais cruéis e silenciosos, potencializados por meios de comunicação ligados ao latifúndio regional, colocou que este processo vem se repetindo ao longo da história, citou como exemplo a luta do seu parente Marcelino José Alves conhecido por Caboclo Marcelino que na década de vinte foi perseguido de forma violenta por defender o direito de seu povo, e assim como ele foi chamado de “Lampião do sul da Bahia”. E finalizou afirmando que esta luta não começou agora e ele não é o primeiro a ser perseguidor e criminalizado. 

O cacique Babau foi categórico ao afirmar que a culpa de toda esta situação de violência e insegurança estabelecida na região é do Governo Federal em especial do Ministro da Justiça que não cumpre o seu papel e tenta enganar a todos com “conversa mole”. O que todos nós precisamos é que ele assine a Portaria Declaratória e dê continuidade ao processo de demarcação devolvendo a nossa terra e garantindo os direitos dos pequenos agricultores, falou o cacique. 

As entidades presentes se solidarizaram com a comunidade e externaram suas preocupações diante do quadro de perseguição e calunias que vem ocorrendo na região, e em especial nas cidades de Buerarema e São José da Vitória. As Entidades ligadas aos trabalhadores rurais presentes na visita (CETA, MLT, CPT, AATR, Polo Sindical, Central de Cooperativas do Litoral Sul) colocaram a necessidade de esclarecer aos pequenos produtores, todo este processo de demarcação para que eles percebam que o inimigo deles não são os Tupinambá, mas sim os Governos Federal e Estadual que se omitem de cumprirem seus papeis. E que juntos (indígenas e trabalhadores rurais) possam lutar pela garantia de seus direitos sem se deixarem ser usados. 

Os visitantes ainda tiveram a oportunidade de conhecer um pouco da Aldeia Serra do Padeiro, sua organização, desfrutar de um delicioso almoço e no período da tarde conhecer mais uma obra inacabada do governo dentro da aldeia, uma ponte que em muito facilitará o escoamento da produção dos Tupinambá. A ponte está pronta faltando apenas às cabeceiras da mesma. 

A juíza Drª Kenarik Boujikian – Presidenta Nacional da AJD, Drº Reno Viana – Coordenador da AJD na Bahia, Drº André Bezerra (Conselho de Administração da AJD), Drº Naum Leite, Advogado da comissão de Direitos humanos da OAB da Bahia e representando o Conselho Federal da OAB; Isaac e Marcos Rocha da Articulação dos Conselhos da Comunidade da Bahia e D'Almeida, que é repórter fotográfico, relataram a serie de visitas que fizeram na região durante estes três dias, ao Ministério Público Federal, Dom Mauro Montagnoli – Bispo de Ilhéus, Dom Ceslau Stanula – Bispo de Itabuna, Drº Victor Cretella e Drª Maysa Pomponet – juízes federais de Itabuna, Policia Federal, Força Nacional, Cimi e as Lideranças Tupinambá na Aldeia Tucum, onde as mesmas entregaram a comitiva um extenso dossiê sobre a situação do povo Tupinambá. As reuniões tiveram como objetivo perceber “in-loco” a real situação estabelecida no sul da Bahia, e a partir deste olhar e conversas, definir ações da AJD que possam vim a contribuir para a resolução deste grave problema. 

Fizeram-se presente na visita: Associação Juízes para a Democracia (AJD), Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais (AATR), Associação para o Resgate Social (ARES), Associação de Docentes da Universidade de Santa Cruz (Adusc), Centro de Estudo, Pesquisa e Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia (Cepedes), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Central de Cooperativas do Litoral Sul, Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral da Criança, Articulação de Políticas Públicas da Bahia (APP), Missionárias Agostinianas Recoletas (MAR), Federação de Órgãos para assistência social e educacional (FASE), Levante Popular da Juventude, Movimento de Mulheres em Luta (MML), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Coordenação Estadual dos Trabalhadores Acampados, Assentados e Quilombolas (CETA), Centro de Agroecologia e Educação da Mata Atlântica (OCA), Coletivo dos Alfabetizadores Populares da Região Cacaueira (Caporec), Escola Agrícola Comunitária Margarida Alves (EACMA), Movimento Negro Unificado (MNU), Polo Sindical de Itabuna, Conselho da Comunidade Para Assuntos Penais da Comarca de Vitória da Conquista, Conselho de Cidadania Permanente, Ordem dos Advogados do Brasil (Conselho Federal), Fórum de Educação no Campo, Assessoria do Deputado Yulo Oiticica, Estudantes e religiosos.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

1ª edição da Feira Ecosolidária de Produtos Agroflorestais acontece no sul da Bahia

I FLORA BAHIA estimula a criação de nichos de mercado para produtos regionais

O Instituto Cabruca, com o apoio da SETRE, Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte/Vida Melhor, realizará a 1ª edição da FLORA BAHIA – Feira Ecosolidária de Produtos Agroflorestais, no período de 14 à 18 de outubro, no Centro de Convenções, em Ilhéus, a partir das 16 horas.

A Feira tem como principais objetivos estimular a criação de nichos de mercado para produtos regionais, especialmente não madeireiros, importantes para a conservação da biodiversidade, promovendo a expansão do primeiro setor e o incremento da economia solidária no sul da Bahia.

O evento reunirá organizações da agricultura familiar dos territórios de identidade do Litoral Sul, Baixo Sul, Médio Rio de Contas, Extremo Sul, Costa do Descobrimento e do Conselho de Implantação da Indicação Geográfica do Cacau Cabruca Sul da Bahia. Os expositores convidados são reconhecidos por produzirem dentro dos princípios da Economia Solidária, um tipo de produção que promove a inclusão social e o respeito ao meio ambiente.
Cláudio Lyrio - Coordenador da I Flora Bahia
De acordo com Cláudio Lyrio, Coordenador da Feira e Secretário Executivo Adjunto do Instituto Cabruca, "a I Flora Bahia é uma oportunidade importante para a criação de espaços de comercialização e conquista de novos mercados para os produtos da agricultura familiar, bem como para o fortalecimento e promoção de ações de Economia Solidária na macro região cacaueira da Bahia. No entanto, é preciso que as organizações que atuam no setor se organizem para atender as demandas que irão surgir".

A programação contará com exposição de produtos agroflorestais, apresentações culturais, shows musicais, troca de saberes e sabores, comidas típicas, cine flora e muito mais. Também serão criados espaços de debate, planejamento e construção coletiva do conhecimento e de estratégias, visando consolidar a experiência do trabalho em rede na região através da organização da “Rede de Produção Agroecológica do Sul da Bahia – Teia Agroecológica dos Povos da Cabruca”.
Paralelo a feira estará acontecendo o IX Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais,no mesmo período, dentro do Centro de Convenções, tendo como tema central "Políticas Públicas, Educação e formação em sistemas agroflorestais na construção de paisagens sustentáveis".
Maiores informações:
(73) 3633 6899

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Vale do Tua

O PAN e a aidnature.org associaram-se na produção de um documentário sobre o Vale do Tua. É uma pequena metragem que visa sensibilizar as pessoas para a beleza, riqueza e diversidade de um ecossistema que vai ser destruído para servir os interesses de poucos. O documentário e o website serão lançados na próxima quarta-feira na Fnac do Centro Comercial Colombo.
Documentário​

Uma curta metragem documental acerca do Vale do Tua e da destruição causada pela construção da barragem do Foz Tua e da perda do património mundial do Alto Douro Vinhateiro.



CPI da Funai : Ruralistas pintados para a guerra

" Os ruralistas estão pintados para a guerra contra os índios. Para criação da CPI da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) já conta com o apoio de 201 deputados, 30 a mais do que o exigido pelo Regimento da Casa. Promete arrombar a "caixa-preta" da FUNA"I. (Correio Brasiliense, 25-04-13)

A história se repete. A cada dia que passa os ruralistas dão passos em direção de seus insofismáveis interesses de impedir a demarcação das terras indígenas. Ora esses desejos se expressam na forma de um projeto de emenda constitucional, outra vez como uma portaria (ou porcaria, como diziam os índios nas manifestações da semana dos povos indígenas) ou ainda como projeto de lei, audiência pública ou Comissão Parlamentar de Inquérito da Funai . Roncam forte os motores do agronegócio. Continua e se acentua a guerra contra a demarcação das terras indígenas e a exploração dos recursos naturais nela existentes.

Na recente visita ao Mato Grosso do Sul a presidente Dilma deve ter ouvido um estranho e barulhento pedido de socorro do agronegócio, expresso em faixas, camisetas e máquinas, pedindo a CPI da Funai e não demarcação das terras indígenas. Ela foi entregar ônibus para as escolas do agronegócio, nas quais índio não deve existir, ou melhor, não deve ter terra.

CPI da Funai, o "bode na sala"


Quando em 1967 o Serviço de Proteção ao Índio - SPI foi extinto é porque havia se transformado num mar de corrupção e violação dos direitos dos povos indígenas. O próprio general Albuquerque Lima, então ministro do Interior, reconheceu ser este o órgão mais corrupto que conhecera. Para limpar a cara e abafar os gritos que vinham de todo o país e exterior, o governo da ditadura militar se apressou em criar um novo órgão. Surgiu então, em dezembro de 1967 a Fundação Nacional do Índio - Funai. Nasceu do espolio do SPI e dele herdou os quase 700 funcionários. Os militares entregaram o órgão a um civil, o jornalista Queiroz Campos. Em meio às contradições de ter que defender os índios dentro de um modelo desenvolvimentista, frontalmente contrário aos direitos indígenas, especialmente à terra e recursos naturais, não aguentou muito tempo e o órgão voltou a ser comandado por militares. Generais e coronéis foram se revezando no órgão totalmente militarizado. Se transformou num cabide de empregos das forças armadas, tanto de membros da reserva quanto os da ativa. Não é preciso dizer, que de 700, a Funai passou a ter quase 7.000 funcionários. Grande parte desses quadros eram oriundos dos órgãos de segurança e informação. Tornou-se então a Funai um eficiente órgão de repressão e controle e controle dos índios e seus aliados.

Contradições e ambiguidades marcam esses 45 anos do órgão indigenista do governo. Nesse período a Funai já teve 33 presidentes, vindo a demonstrar a frágil e difícil missão de presidir tal órgão. Já foi alvo de duas CPIs, sendo a primeira em 1968, logo no seu início quando o alvo principal era a denúncia eram as graves violações contra os direitos dos povos indígenas praticados especialmente por funcionários do ex SPI,e a segunda em 1977, quando novamente o órgão era denunciado por falcatruas contra os povos indígenas.

Agora são os arautos do agronegócio e do modelo desenvolvimentista, querem uma CPI da Funai. Trata-se, na verdade, de mais um palco anti-indígena, ou como se diria numa figura popular, é colocar o bode na sala para distrair ou encobrir as verdadeiras intenções que são de impedir os direitos indígenas às suas terras e escancarar os territórios já demarcados ao saque dos recursos naturais e exploração do agronegócio. Continuam rasgando a Constituição, há décadas, impedindo com que as terra indígenas sejam demarcadas, conforme previsto no artigo 131 e legislação internacional da qual o Brasil é signatário.


Vitória dos Kaiowá Guarani


Neste vale tudo contra os índios, é impressionante a resistência, mobilização e luta dos povos indígenas. Nesta guerra secular eles desenvolveram estratégias de sobrevivência e enfrentamento dos inimigos e invasores de seus territórios. Particularmente os Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul aprofundaram sua espiritualidade e dela fizeram uma inquebrantável trincheira, comovendo o país e conquistando aliados em todo o mundo.

E nessa luta também estão conseguindo algumas vitórias no poder judiciário, com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que não acatou o pedido do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, em ser parte no processo da Terra Indígena Takuara.

Povo Guarani Grande Povo, Cimi, Brasília, 2 de maio de 2013









COMSAÚDE Realiza Feira de Economia Solidária e seminário sobre Comercio Justo e solidário, em Porto Nacional / TO nos dias 10 a 12 de maio de 2013



Contatos:

Luciana Pereira de Souza
Equipe da COMSAÚDE
Telefone: (063) 3363 1289
E-mail: comsaude@ig.com.br/comsaudeescritorio@yahoo.com.br

domingo, 21 de abril de 2013

Encontrados registros de índios torturados pela ditadura militar

Foi encontrado recentemente, no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, o Relatório Figueiredo, que estava desaparecido há 45 anos. Com mais de 7 mil páginas preservadas e contendo 29 dos 30 tomos originais, o texto redigido pelo então procurador Jader de Figueiredo Correia traz denúncias de caçadas humanas promovidas com metralhadoras e dinamites atiradas de aviões, inoculações propositais de varíola em povoados isolados e doações de açúcar misturado a esctricnina.



Uma das fotos que fazem parte do Relatório Figueiredo/Reprodução Estado de Minas



Uma das versões sobre o desaparecimento do material era de que ele teria sido destruído em um incêndio no Ministério do Interior.

Em 1968, a comissão de inquérito administrativa produziu a documentação que ficou conhecida como Relatório Figueiredo, uma referência ao presidente da comissão, o ex-procurador Jader Figueiredo Correia. Convidado para a função pelo ex-ministro do Interior general Afonso Augusto Albuquerque Lima, Figueiredo esteve à frente do grupo que, por quase um ano, percorreu todo o país, em plena ditadura militar, para apurar as denúncias de crimes cometidos contras a população indígena.

As investigações começaram em 1967 e tiveram como base comissões parlamentares de inquérito de 1962 e 1963 e denúncias posteriores de deputados. No total, a expedição percorreu mais de 16 mil quilômetros, entrevistou dezenas de agentes do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e visitou mais de 130 aldeias. Jader de Figueiredo e sua equipe constataram diversos crimes, propuseram a investigação de muitos mais que lhes foram relatados pelos índios, se chocaram com a crueldade e bestialidade de agentes públicos. 

Em um dos diversos registros brutais de tortura, um instrumento era bastante utilizado nos postos do SPI, o chamado “tronco”, descrito da seguinte maneira: “Consistia na trituração dos tornozelos das vítimas, colocadas entre duas estacas enterradas juntas em um ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente”.

Documentos relatam massacres, torturas, invasões de terras e outras agressões ocorridas nos anos 1960
Comissão da Verdade

Agora, o relatório pode se tornar um trunfo para a Comissão da Verdade, que apura violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988. As informações foram publicadas no jornal Estado de Minas.

Naquela ocasião, em 1968, o país foi privado da possibilidade de fazer justiça nos anos seguintes. Em 13 de dezembro do mesmo ano o governo militar baixou o Ato Institucional nº 5, restringindo liberdades civis e tornando o regime autoritário mais rígido. Albuquerque Lima chegou a recomendar a demissão de 33 pessoas do SPI e a suspensão de 17, mas, posteriormente, muitas delas foram inocentadas pela Justiça. Funcionários que haviam participado do trabalho foram exonerados. Quem não foi demitido foi trocado de função, numa tentativa de esconder o acontecido.

Especialistas, como o vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, Marcelo Zelic, acreditam que algumas dessas questões podiam ter sido esclarecidas há 44 anos, quando o então Ministério do Interior criou uma comissão de inquérito administrativa para apurar denúncias contra o Serviço de Proteção aos Índios (SPI), órgão que antecedeu a Fundação Nacional do Índio (Funai), criada em 1967.
Documento dado como desaparecido durante mais de 40 anos retrata realidade da década de 1960
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OCA e o "Dia do Índio"














A OCA foi escolhida para fazer parte do Conselho Municipal de Turismo, COMTUR - Uruçuca/Serra Grande

Nesta última 5ª feira (18/abril), atendendo ao chamado do edital de convocação lançado pela Prefeitura Municipal de Uruçuca, se reuniram no Box Estrutura de Arte e Gastronomia representantes das instituições da sociedade civil organizada, empresários, representantes do setor público e moradores da comunidade – interessados na formação do novo Conselho Municipal de Turismo, COMTUR.

Sob a condução do Secretário de Planejamento José Nazal Pacheco Soub, a reunião seguiu com o propósito de esclarecer as regras para a escolha dos membros do Conselho e, em seguida, foram identificadas as entidades presentes que desejavam ingressar como membros. Essas entidades foram separadas por segmentos – setor da sociedade civil organizada, setor produtivo e setor público – totalizando, atualmente, 9 cadeiras (3 de cada segmento), podendo chegar a 18 cadeiras, futuramente.

Vale esclarecer que somente “entidades representativas” podem compor esse Conselho. Desta maneira, depois de identificadas as entidades candidatas, através de consenso ou votação, os representantes presentes de cada segmento escolheram as entidades que passaram a compor o COMTUR. Com exceção do Setor Público, cujas entidades ainda serão indicadas pela Prefeita Fernanda, as cadeiras do Conselho ficaram assim definidas:

- Setor produtivo:

1) Escola de Parapente (com 1 representante titular e 1 suplente).
2) AHESG-Associação Hoteleira dos Empresários de Serra Grande (com 1 representante titular e 1 suplente).
3) CDL-Câmara dos Dirigentes Lojistas de Uruçuca (com 1 representante titular e 1 suplente).

- Setor da sociedade civil organizada:

1) Associação de Moradores do Sargi e Pé de Serra (como titular) e Instituto Ynamata (como suplente).
2) Centro de Agroecologia e Educação da Mata Atlântica - Alessandro Marcelo Lyrio (como titular) e Movimento Mecenas da Vida (como suplente).
3) Associação de Moradores e Moradoras da Beira Rio Represa (como titular) e Associação de Moradores do Bairro Novo (como suplente).
Vários temas ligados ao turismo foram discutidos, se destacando a necessidade da realização de um planejamento estratégico para o turismo de Uruçuca/Serra Grande, paralelamente ao desenvolvimento de ações emergenciais voltadas para a questão da segurança, por exemplo.

O COMTUR se reunirá, ordinariamente, 1 vez por mês e já tem um endereço eletrônico: comtur@urucuca.ba.gov.br

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Canteiro de compostagem como fazer?


Compostagem


Introdução ao problema - a falta de alimentos para todos


Crescendo para acabar com a fome


3 mitos que você sempre ouviu sobre a agroecologia - mas ninguém teve coragem de negar


As mulheres invisíveis por trás do chocolate

Como é a vida as mulheres que produzem o cacau do seu chocolate favorito?

As produtoras de cacau merecem dignidade e respeito!

Chocolate é uma indústria de R$ 200 bilhões, mas quem produz o cacau ganha, em média, R$ 4 por dia. Para as mulheres, a situação é ainda pior.

As mulheres produtoras de cacau recebem menos treinamentos e menos dinheiro pelo seu trabalho – se é que recebem alguma coisa!

Comparando com homens, elas têm maior dificuldade em receber empréstimos, os contratos de trabalho raramente estão em seus nomes e, no Brasil, apenas 12% das propriedades rurais estão em suas mãos!

Nestlé, Mars e Mondelez compram mais de 30% de todo o cacau produzido no mundo. Mas por toda a cadeia de suprimento as mulheres estão sendo injustiçadas. Duas das três grandes empresas de chocolate, Nestlé e Mars, já responderam aos nossos pedidos.

Você pode mudar isso!

Você compra o chocolate - e as empresas se importam com o que você pensa. Chegou a hora de aumentarmos a pressão e pedir que a Mondelez se mexa e:

- Veja a forma como as mulheres são tratadas em toda a cadeia de suprimento.

- Ouça o que as mulheres têm a dizer sobre como são tratadas.

- Aja, instituindo e monitorando políticas para proteger o direito das mulheres e apoiar e nutrir suas habilidades.

Empreste sua voz para quem mais precisa!


Apresentação Assentamento Terra Vista

Por: Nani

terça-feira, 2 de abril de 2013

TEIA AGROECOLÓGICA DOS POVOS DA CABRUCA E DA MATA ATLÂNTICA


Fotos: O Sonho; Ritual antes dos trabalhos; Tecendo o Sonho.

Prezad@s parceir@s e Elos da Teia,

Nos dias 22, 23 e 24 de março de 2013 a TEIA AGROECOLÓGICA DOS POVOS DA CABRUCA E DA MATA ATLÂNTICA realizou mais uma ação. A atividade ocorreu na Aldeia Caramuru Catarina Paraguaçu, município de Pau Brasil - Bahia.

O acampamento foi montado no dia 22 à noite. Nos dias seguintes ocorreram as seguintes atividades: aimplantação de viveiro, com as mudas doadas pelo Assentamento Terra Vista (MST) e as mais de 6 mil mudas doadas pela Biofábrica (mudas de açaí, palmito, cacau, banana, cana de açúcar, ingá, etc.).



Construção de 2 banheiros secos, preparo da área para plantar, na implantação de uma área demonstrativa de SAF (com bananeiras, ingás, milho, feijão etc), na construção de tambores de percussão e na limpeza e coleta de adubo no curral.
Nessa ação contamos com a participação de diversas instituições, segmentos e profissionais: Tupinambás de Olivença da Serra do Padeiro, Pataxó Hã Haa Hãe (nossos anfitriões), Assentamento Terra Vista, Curso de Agronomia (MST), Ecobahia, Casa do Boneco, Quilombo Lagoa Santa, NEPPA, MPA, Associação Comunidade Ativa (ACATI), Mestre Lumumba, Mãe Nadja, a bióloga Quionat Tosta, a professora de Danças Circulares, Heloísa, a Terapeuta e parteira, Val Rocha, Cauê Rocha (estudante de cinema da UFRB) e divers@s colaboradores. Totalizando uma média de aproximadamente 200 participantes voluntários.




A ação foi considerada exitosa e proporcionou um fortalecimento da rede que se formou após a I Jornada, oportunizou formação prática do processo colaborativo (quem pode levou alimentos, sementes, ferramentas, mudas etc.), serviu como base para o aprimoramento do conhecimento agroecológico, permitiu que os indígenas renovassem a esperança na possibilidade de melhoria do uso da terra e colaborou para fortalecer a identidade e cultura dos povos presentes.

Entretanto, o diagnóstico realizado da Aldeia, um recorte dos 54 mil hectares das terras indígenas, identificou que a terra está bastante degradada após os muitos anos de utilização pelos ex-proprietários (fazendeiros) dessa terra para criação de gado. Além disso, outra questão que impacta diretamente na ampliação da produção agrícola e da melhoria de vida dos índios que residem nessa área é a pouca água potável de fácil acesso aos índios. Nota-se ainda que a colonização portuguesa deixou marcas que perduram até hoje nas tradições indígenas e na perda de algumas práticas tradicionais.
Contudo, é notável o desejo desse segmento em implementar as práticas agroecológicas em sua comunidade, fortalecer a identidade, cultura e resgatar as tradições . Todavia, é necessário uma ação continuada que auxilie na restauração florestal, na implantação de SAF, criação de quintais produtivos, na soberania alimentar, no empoderamento da comunidade entre outros. Para isso, é necessário um suporte técnico maior do que a TEIA já está oferecendo, ampliação do viveiro, na, criação do banco de semente, suporte financeiro para que estes possam adquirir ferramentas, insumos e outros instrumentos necessários para a ampliação das práticas agrícolas, formação e construções a partir da bioconstrução (tanques de captação de água da chuva, biodigestor etc.), formação continuada para jovens e crianças voltada para agroecologia, fortalecimento identitário e organização social.
Apesar, de compreendermos que muito ainda temos que caminhar, cada atividade que vivenciamos nos fortalece como TEIA colaborativa que acreditam nos diferentes saberes e que sabe que o caminho é continuar firme nessa jornada coletiva, colaborativa e solidária. Assim, agradecemos aos esforços individuais e coletivos dos diversos Elos dessa TEIA que fizeram dessa ação possível, PAA Ituberá, PAA de Itacaré, a Prefeitura de Camacan, a prefeita Angela Castro pelo auxílio e a ADESCT de Pau Brasil.

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Saudações Agroecológicas,

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